No momento em que o cirurgião-dentista vai aplicar anestesia local no paciente, ele precisa prestar atenção a alguns detalhes básicos, como a quantidade e o tipo de solução anestésica a ser aplicada no paciente.
Mas também existem outros fatores que devem ser levados em conta neste momento. Por isso, viemos esclarecer sobre a diferença entre o tubete anestésico odontológico de plástico e o de vidro. Além disso, vamos levantar alguns pontos para que você entenda qual é o mais recomendado para uso.
O tubete anestésico odontológico, como o próprio nome já sugere, é um tubo onde está contida a anestesia que será aplicada no paciente. Então, este tubete é inserido na seringa de carpule – que é utilizada para aplicação de anestesia local.
Estes anestésicos locais têm como função bloquear, de forma temporária, a condução nervosa em parte do corpo. Isto faz com que o paciente perca a sensibilidade na região, mas ainda se mantenha acordado.
A utilização adequada do tubete no carpule possibilita que a aplicação da anestesia seja feita de forma eficaz. Pois, um dispositivo chamado “refluxo”, evita que algum vaso sanguíneo seja atingido durante a aplicação.
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Apesar do tubete anestésico odontológico de plástico ser o mais antigo, ele apresenta diversas desvantagens quando colocado em frente ao modelo de vidro, que existe atualmente. Veja quais são:
Ao aplicar a anestesia utilizando um tubete de plástico, o êmbolo – dispositivo de bombeamento da substância da seringa – não desliza suavemente. Desta forma, a liberação da solução anestésica é interrompida ou feita de forma brusca.
No momento da aplicação da anestesia no paciente, devem ser observados os seguintes aspectos: precisa ser feito de forma lenta e suave; deve-se atentar também para o acompanhamento visual das reações do paciente.
Esses cuidados contribuem efetivamente para o sucesso da aplicação da anestesia, de modo que o paciente não sinta uma dor desnecessária.
Uma pesquisa há alguns anos, referente a resistência entre os tipos de tubete anestésico odontológico, mostrou um resultado já esperado. Utilizando a pressão necessária para uma anestesia intraligamentar, foi verificado que havia uma taxa de 1,4% de falha (quebra) dos tubetes de vidro, enquanto que nos tubetes de plástico a incidência era bem maior, uma taxa de 75,1% de vazamentos.
O vazamento da solução anestésica causa um incômodo ao paciente, que relata sentir um gosto amargo na boca. E como já foi visto, o tubete anestésico odontológico feito em material plástico tem mais chances de liberar a substância indevidamente.
Além da resistência, também foi testada a influência da temperatura de armazenamento nas falhas ocorridas nos tubetes. Durante o teste, ambos os tipos de tubete anestésico odontológico (plástico e vidro), foram expostos a uma temperatura de 37°C por cerca de 3 horas.
Assim, concluíram que a força requerida para danificar o tubete de plástico – quando submetido a alta temperatura – diminuía. Enquanto que, a força para causar o vazamento nos tubetes de vidro não alterava, comparado na mesma situação.
Alguns pacientes podem apresentar alergia ao se utilizar tubete de plástico na aplicação de anestesia. Isso porque, para conservar a solução por mais tempo no tubete de plástico, é preciso adicionar um conservante chamado “metilparabeno”.
O plástico com o tempo pode ficar amarelado, causando a impressão de um produto que não está bom para ser utilizado. Enquanto isso, tubos ou recipientes de vidro tende a não alterar a cor com facilidade.
As informações sobre a anestesia vem impressas diretamente no tubete de plástico. Acontece que a qualidade não fica muito boa ou com o tempo as informações acabam sumindo ou ficando ilegível.
Já no tubete de vidro, é colocado um adesivo, que ao mesmo tempo que serve para fixar as informações, também serve para segurar os resíduos se o tubete vir a quebrar.
Estes são as principais diferenças entre o tubete anestésico odontológico de plástico e de vidro. Esperamos que tenha gostado deste conteúdo e aprendido bastante com ele.
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