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Saiba tudo sobre a criação da vacina para coronavírus e quais são as medidas preventivas que estão sendo adotadas para conter a doença

Saiba tudo sobre a criação da vacina para coronavírus e quais são as medidas preventivas que estão sendo adotadas para conter a doença
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Categorias: bem-estar

A pandemia do novo coronavírus já é considerado uma das maiores da história. Em todo o mundo já infectou mais de 3 milhões de pessoas e matou cerca de 230 mil. Mas, como sabemos, o número de infectados, assim como o de mortos, pode ser muito maior, considerando que muitos sequer foram testados. Isso motiva uma corrida pela vacina para coronavírus.

Muitos países estão realizando pesquisas paralelamente em busca de uma substância capaz de imunizar a população. Será que já existe alguma previsão para essa resposta? Veja neste artigo que a Ultrafar preparou. 

Antes de tudo, como funciona uma vacina?

As vacinas são produtos que protegem as pessoas de serem contaminadas por uma determinada doença. Geralmente, elas contêm o vírus (ou a bactéria causadora da doença) de forma atenuada ou inativa. 

Ou seja, são inofensivos para a saúde. Tecnologias mais avançadas também permitem incluir apenas partes desses micro-organismos, como proteínas, e outros tipos de moléculas. 

Quando a pessoa recebe a injeção, os antígenos levam o corpo a produzir anticorpos para enfrentar esses invasores. Assim, quando a pessoa imunizada realmente for infectada pelo vírus ou bactéria, dificilmente terá a doença. 

Ou poderá desenvolvê-la, só que de uma forma muito mais branda e sem risco de morte. 

Quanto às pesquisas de uma nova vacina até a sua produção, isso costuma demorar cerca de 10 anos. Como você verá mais adiante, os estudos se dividem em diferentes fases para então ser comprovada e liberada pelas agências reguladoras.

Vacina para coronavírus: Estados Unidos e China lideram os estudos

Em busca de uma vacina capaz de imunizar as pessoas contra o coronavírus, os Estados Unidos e a China anunciaram testes em humanos, nos dias 16 e 17 de março, respectivamente. 

Muitas pessoas interpretaram isso como sinal de que os países já tinham encontrado uma solução para enfrentar a doença. Mas isso não é verdadeiro.  

Isso também não significa que as vacinas contra a Covid-19 estão praticamente prontas ou que seu desenvolvimento esteja próximo do fim. A verdade é que esses testes estão sendo feitos com protótipos.

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Como ocorre a pesquisa para uma nova vacina

Os testes clínicos com protótipos, ou seja, seu uso experimental em humanos, dividem-se em três fases. 

Fase 1

O que foi iniciado nos laboratórios da China e dos Estados Unidos, consiste na aplicação do produto em uma pequena quantidade de pessoas. 

Nos EUA, os Institutos Nacionais de Saúde e uma empresa de biotecnologia esperam contar com 45 voluntários de 18 a 55 anos, que receberão duas injeções em uma intervalo de 28 dias. 

A primeira paciente, Jennifer Haller, recebeu a dose inicial em 16 de março. De acordo com estimativas, espera-se que até o final de 2020, uma versão emergencial da vacina deverá ser usada apenas em profissionais da saúde.

Mas isso depende dos resultados das análises e também de uma autorização especial de agências reguladoras. 

Na China, serão testados 108 indivíduos. Uma empresa privada, que desenvolve o produto com o Instituto de Biotecnologia de Pequim e a Academia Militar de Ciências Médicas vão ser as responsáveis pelos testes. 

Após a aplicação das doses da vacina, os pacientes serão examinados cuidadosamente para verificar se tiveram alguma reação, como alergias ou problemas ainda mais graves. 

No caso das iniciativas contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), isso pode demorar cerca de seis meses. 

Fase 2

Se tudo der certo e os primeiros resultados forem bem sucedidos, algumas centenas de pessoas serão selecionadas para a fase 2. O intuito é analisar se o protótipo realmente consegue criar imunidade contra o novo coronavírus.  

É o momento em que os pesquisadores irão verificar a resposta de indivíduos com características diferentes entre si. Isso vai dizer se o produto se comporta da mesma forma para todos eles.

A demora em todas as etapas do processo não é por um mero protocolo. Os cientistas poderão analisar com mais assertividade a segurança, a eficácia e a capacidade que o experimento terá para produzir anticorpos. 

E como a análise precisa ser feito em um grupo grande de pessoas, o tempo necessário para analisar um por um poderá ser maior e superar seis meses. 

Fase 3

Esta é a fase mais complexa da produção e testagem da vacina. Ela consiste em realizar testes em grande escala, com milhares de pessoas, para confirmar a eficiência e a segurança que foi identificada na fase anterior. 

Mais uma vez, o processo pode se estender bastante, podendo demorar até um ano ou mais. Mas por que isso?

A substância, muitas vezes, causa efeitos adversos, mas não da mesma maneira em todas as pessoas. Ao aplicar as doses em milhares de voluntários, fica mais fácil identificar o aumento da ocorrência de algum efeito adverso. 

Em todas as fases de estudos, tudo precisar dar certo, para que assim o protótipo seja considerado como uma vacina. Somente após a aprovação das agências reguladoras é que pode ser iniciada a produção em massa. 

Mesmo pronta, a vacina continua a ser monitorada, numa fase 4, de farmacovigilância. É o acompanhamento necessário para avaliar as possíveis reações e a eficiência do produto, mesmo depois de aprovada.

Enquanto isso não acontece, o tratamento para o coronavírus deve ser feito com medicamentos alternativos, como a hidroxicloroquina. É importante lembrar que as orientações de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) precisam ser seguidas.

Somente assim é possível evitar que mais pessoas sejam infectadas e adoeçam da Covid-19. A vacina para coronavírus ainda deve demorar bastante para chegar ao mercado. Não deixe de conferir também: Ácido hialurônico: injetável, creme ou cápsula, qual é o melhor?
 

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